Terça-feira, Dezembro 23, 2008
Rito
Neste ano de risos e choros
Em meio a tropeços e encontros
Dispo-me com alma sorridente
Com o manto da felicidade ardente
No átimo pulverizas
Deixando para trás tuas cinzas
E para aqueles que a julgam desgostosos
Desejo frutos fartos e saborosos
E que vá como correnteza
Seguindo a mesma leveza
Trago meu semblante sem martírio
Com sentimentos nobres e quistos
Melífluo e verossímil como Cordélia
Tece com dourados fios tua colméia
E aos que disfarçam a peçonha
Que suas almas escorreguem na vergonha
O ano que se rompe em devaneios
São eflúvios de nossos conceitos
Destarte d'alma tem meu sincero ósculo
E sem diferenças sigo inóculo
Ganidos dos homens Coléricos
Ou o fel dos homens mais éticos
Os ponteiros não param
E nos enrugaremos com traços sérios
Sonhos que afloram
Outros que devoram
Que seja igual assim
Os anos que passam por mim
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:48 AM
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Terça-feira, Outubro 14, 2008
Com olhos fartos pelo chão
Caminhou aos tropeços
E com o tremor de suas mãos
Moldou sua fé ao seu relento
Suor escorrendo em seu rosto
Fruto do trabalho e oração
Fez da honestidade sua bebida
Carregando nas sombras a tentação
A vida se arrastando pelos anos
Com um sorriso desesperado
Não hesitou segurar o pranto
Rasgando as forças em pedaços
Retalhos de sua fé em suas mãos
Trilhava com raciocínio um tanto falho
Sentinela da triste maldição
Com o tormento do seu aguardo
Gritava, chorava em silêncio
Tanto de frio ou de dor
O que se esperava dessa vida
Era um pouco de seu calor
A fé esparramada em vão
Similar a fantasia
Aqui ninguém é irmão
Apenas selvagens em intrigas
Com o fardo da oração
Deus ousava lhe negar a vida
Seu evangelho não liberta
Apenas o demônio ria
Não quis viver entre os animais
Renunciou à hipocrisia
Seu caminho não existia mais
Apenas a certeza do sangue que secaria.
Ahas.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 3:08 PM
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Quarta-feira, Setembro 24, 2008
Ode Enferrujada
Sem tato
Apenas farto
Humanidade e tentáculos
Cão dos fracos
Sem visão
Sonho descolorado
Angústia em peito brado
Felicidade em vão
Escorre de minhas mãos
A lembrança o retrato
Torpe em escasso
Destarte afundarão.
Ahas.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 10:09 AM
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008
Esmeras palavras a fitar olhos famintos
Oblíquos desígnios gerando conflitos
Nesta torrente amarga de amor e libido
Dentro de ampolas foscas, caixões de martírio.
Na longa caminhada para a ascensão
Nossos rastros de esforços tendem ao não
Negando da vida sua benção e oração
Pululando em jardim virgem a natureza da devassidão.
E assim vejo teus olhos foscos
Ao fundo um esboço de rosto
Que com tua dor desenham teus encostos
Rispidamente a estuprar meu escopo.
Queremos flores quentes
Vidas ardentes
Das crianças os dentes
Memórias experientes.
Mas consegues olhar o horizonte?
Rubro como a desgraça e sua fronte
Que com prantos encharcam sua fonte
Manchando de cinza o sentimento que se esconde.
Homens que constroem e seguem
Caminhos de injúrias, atrás da alva lebre
Herança da maldade que se serve
Como oferenda casta ao herege.
Suas marcas guardam no peito
Farto seio a esguichar deleito
Demônios que urram em bocejos
Sangram e fedem dormindo em teu leito.
Somos veias num gigantesco e solitário coração
Destinos torpes entrelaçados no chorume do perdão
Eternamente sujos, almas inquietas sem salvação
Sozinhos estaremos, na mais repleta multidão.
Ahas.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:50 AM
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Sexta-feira, Agosto 22, 2008
Inoculo e nocivo para nossas faringes
Amontoados em sentidos decompondo-se em esquifes
Sujo e roto a Bradar – Lacerantes foram teus ensejos que me atinges!
Tuas projeções têm sabor de desdém
Incrédulo, segues sem se agarrar em alguém
Agora soluças com o coração aquém
Verdades doem mais que mentiras
Porém mentiras animam a estadia
Voltas num círculo a beira da fadiga
Destarte – tua alma és como recipiente vazio
Preenchido com tempo e ofídios
Entrelaçando e sufocando sentidos
Choras doçuras de tua vida desgraçada
Não haja assim poeta – que forma ingrata!
Da vida, o sentido é o que faz a falácia
Queres sentir do mundo todos os sabores
Das flores todos os odores
Das mulheres todos os fervores
Com isto faz tua arte?
Ludibria teus princípios com este extracte?
Íris de teus tormentos que urraste?
Enquanto acreditar que este pólen proibido
For fonte de todos teus martírios
Reproduziras orações sem desígnios
E assim secarás e irá definhar
Sem sentir nos lábios a doçura do amar
Pois só há podridão em seu simplório paladar
Construa teu inferno negro
Não faça barulho em meu leito
E não peças meus caminhos feitos.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 4:11 PM
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Quarta-feira, Abril 09, 2008
Violente-me como outrora
Em seus braços que me devora
Serpente negra e sua cólera
Dentes peçonhentos em voga
O terror em teus lábios és como fruto perdido
Arrancando de dentro para fora entranhas do destino
Pupilas sem vidas num reflexo sem martírio
A vazar de seus poros sangue frio e sem brilho
Meus laços terminais a estancar teus sentidos
A lâmina de seus cílios me lembra meus ofídios
A pressão de seu pranto em sentidos oprimidos
Estancam meu brio que vexam meus princípios
Torrentes amargas em faringe
Síncope hipócrita como diácope em esfinge
Lodo que modela e realça tua estirpe
Nos teus pecados em finte
Dizes agora tuas justificavas sem retóricas
Escorrendo como cera de vela que se derretem histórias
Nas sombras de seu orgulho e verborragias estóicas
Desvanecendo em manchas negras em vossas memórias
Frágil porcelana a moldar nossos esquifes
Canções desgraçadas que em teus olhos tu intuíste
A tantas tempestades que teu seio resistisse
Foste decair em erros que estrugisse
As mãos estão distantes por vidros de discórdia
E teu sangue corre em meus sonhos de misericórdia
Negra e torpe como serpente venenosa
Os porquês de meu destino e sua estória tenebrosa
___________________
Cedendo parte de minha esperança para sepultar tua alma, o céu se parte em dois e aflora como rosa noturna, suas lágrimas vem dos céus corroendo minha salvação, veja meu coração ele está com tuas lembranças absortas. Não posso mais ser um anjo agora que vendi meus princípios ao inferno. Caia neste abismo de esquecimento e perca sua alma na perdição do rancor. Bifurque seus caminhos vague pelo precipício que te levará onde as verdades dormem, aquecidas pelo ardor das chamas do amor.
Não podemos entender os sentidos que nos fazem agir, por isso hoje sou um homem que não diz mais o que sente. Sentimentos pequenos dentro de grades caixas vazias, nossos anjos não tem mais asas, seus olhos selaram em mim a vontade de continuar.
Eu mastiguei meu orgulho e senti o sabor de meu veneno, serei o culpado assim como a ti, chuva salgada vem rubra das nuvens, e eu ainda tenho seu cheiro em minha desgraça.
Abaixo da esperança eu perdi minha alma
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 2:01 PM
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Quinta-feira, Março 27, 2008
No fundo deste abismo estamos pintando as nuvens de negro com nossas lágrimas monocromáticas, aprendendo a caminhar sozinho ignorando o sabor de nossos sentimentos, nossas conquistas são estátuas quebradas, e agora não temos mais as asas para voar alto.
Estaremos tocando todos os dias nossas feridas para lembrarmos que estamos vivos, e nos tornar parte dessa dor, qualquer coisa que prove nossa existência, morta e decomposta nos dias.
Peguei com minhas frágeis mãos sua face e ela era e areia se desmoronando como castelo de criança, todo o amor se foi sobrando apenas esse rancor, estamos escorregando fundo nesse inferno e eu só pergunto o porquê. Sempre assim, esvaindo dos sonhos se movendo como nuvens que formam tragédias no céu.
Não tenho mais lágrimas me adapto facilmente ao reflexo de tua imagem em meus olhos, e dentro de mim apenas flutua aquela velha esperança de ter algo especial e mágico, acima de tudo que o mundo pode nos dar.
Agradeço com minha alma ainda tudo que se constrói dessas sementes de amor que ainda guardo com carinho cultivadas na esperança, a dualidade budista, o amor e o ódio criando-se como serpentes entrelaçadas do saber, e a vida vai indicando os caminhos bons. Eu apenas sigo a luz, por mais que ela me queime eu seguirei até meu corpo virar pó.
Esta virtude mantém-me vivo, e não minhas mágoas, que mesmo fortes estarão abaixo da minha vontade de ser puro e completo.
Sejamos felizes onde estivermos e não prometeremos um ao outro, não nos cabe mais, os motivos não se explicam, mas, eu posso sentir infinitamente isso. Agora voe, voe e brilhe neste céu opaco, torcerei para sempre, e te abraçarei na solidão.
Eu só quero que tudo fique bem.
Ahas.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 4:40 PM
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Quarta-feira, Março 26, 2008
Tuas verdades jamais foram compradas
Esmoa e distante com conotações separadas
Findas no peito com palavras cansadas
Onde seu sentido apenas representa uma ferida estancada
Por onde estão, outrora, aquelas palavras grávidas
Que com ternura, enchiam o poeta de lágrimas
Ouve-se ao fundo o suspirar das dádivas
Mas nunca o acalmar das palavras
Tens em mente teu mundo insano
Onde desejos e retratos mundanos
Espalham este ilusório encanto
Enquanto despede-se de todo este brando
Velhas imagens estão a decompor
Trazendo para a superfície a face do horror
A solidão que te machuca e te traz este ardor
São exatos momentos que definiste como amor
Laços se desgastando aos vermes
Decompondo abaixo da epiderme
O sangue que borbulha e ferve
Calcinando bons sentidos que se esquece
Como presente que trago em ramos de flores
Meu distante partir sem meus amores
Enquanto o pranto manchar os senhores
A pureza estará enterrada com teus odores
Teus passos libertários foram acima do meu brio
Ganhaste teus objetivos cultivando sentimentos frios
E serão estes os fetos que nascerão em teus rios
Galhardia tênue a dissolver estes fios.
"vivemos com overdose de bom-senso, mas são os erros que tornam a vida mais saudosa"
Ahas.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:48 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008
O ar pesado com as cinzas de meus pensamentos em chamas, as lágrimas fizeram seu caminho de dor em minha alma, nenhuma barreira pode parar a tristeza que me puxava para o inferno com uma melodia doce de espanto. Éramos heróis e fortes decaindo na escala do tempo fraquejando ao olhar e tocar sonhos. Dentro de mim cresce uma árvore seca, essa semente chama-se solidão e sua seiva é como sangue de nossos deuses, que em noites atordoadas orávamos por nossa alma e nossas feridas não parava de sangrar, os espelhos dos meus olhos estão quebrados para refletir a vida.
O que era precioso se tornou trivial, o que brilhava se tornou fosco, o que era quente estava frio para congelar nossos sonhos e eu continuava a sangrar em cima de tudo que eu tocava, manchando com câncer todo o anjo que me ajudava a voar.
Sou o anátema, a podridão, a serpente que enganou adão, sou o sangue de cristo na cruz, e todas suas chagas dentro de mim, queimando pedindo para serem libertas.
Deixe-me ficar no inferno, estarei enterrado nos lábios das lembranças e histórias, estarei encoberto de sujeira, e fundo o bastante para não respirar mais minhas cinzas.
Dentro de mim, apenas uma árvore seca com folhas mortas ao seu redor, esse negrume foram meus anos de tormento, dos quais me liberto.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 4:16 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
Toda a estrutura que tem uma base multicelular e com parâmetros de raciocínio é perene a destruição. Freud Afirma isso, diz que o homem se divide em duas principais partes eu seus tratados sobre a psicanálise, a Destruição (auto) e o Sexual (perpetuação). Cada um entende da forma que lhe convém de acordo com sua capacidade cognitiva, e pressupondo a minha trabalharei este conceito.
Não acredito que eu seja parâmetro algum de moralidade e visão social, muito pelo contrário, acredito que sou um ignorante curioso apenas que tem alguns medos, mas ouso e ter minha interpretação dos fatos. O Homem e suas histórias, eu acredito que antes de qualquer pulsão psíquica esse reconhecimento social seja algo relevante na existência, assim como o Método de Taine afirma, e compartilho desta opinião, que o homem é formado pelo ambiente, sociedade e genética, ele acredita no fator genético de personalidade (algo de certa forma polêmico, portanto não vamos aprofundar no assunto, já que esse não é meu foco). Portanto, independente desse caráter blipado de culturas ela própria se envenena com orgulho, adquirida em conceitos capitalistas de hierarquias, formas hipotéticas de elevar status, que ao meu ver o capitalismo surgiu do conceito de justiça que discerne pessoas através de uma perspectiva moral por níveis de “merecimento”. Comum dizer “Colhemos o que plantamos”, isso parece justo, isso é capitalismo. Disseminar em grupo um padrão individual pode parecer análogo mas funciona hoje na sociedade como uma engrenagem motivadora. Temos o suficiente para transformar a convivência social em um inferno. Do mesmo lado que temos o moralismo e a ideologia cristã pregando amor pelo próximo temos o capitalismo e a distinção de classes, e logo a diferença de culturas refletindo a discriminação. Conceitos em perene conflito, enquanto a justiça é a apoteose da realidade, a religião são os caminhos da justiça. Elas tem laços finos que ligam umas as outras como se tudo fosse uma mesma retórica inclusive suas contradições. Acredito que esse lado cultural em qual crescemos que se torna mais e mais globalizado propicia a destruição em massa da sociedade e preservação de status. Quando digo status não me refiro ao padrão financeiro, este é apenas uma das formas de se conseguir, que considero a mais frágil de todas.
Fazer-se aparecer através de qualquer coisa que desperte a inveja. As pessoas sonham em ser especiais, ídolos do rock, capas de revista, sonham com a única ferramenta universal de globalização, e esse sonho não parte de uma manipulação, como muitos intelectuais classificam como “alienados” aqueles que seguem estes formatos, mas acredito que seja algo natural, se considerarmos as pulsões primitivas como o reconhecimento que vejo como um braço dos dois instintos descritos por Freud tendo características tanto na destruição quanto na perpetuação sexual. Percebem a semelhança? Ao mesmo tempo em que o conhecimento tem o objetivo sexual de dominar tem a meta de destruir para fazer-se crescer. Impossível visualizar uma sociedade que prega a igualdade em uma cultura egocêntrica. E isso é uma veia primitiva intrínseca ao caráter humano.
“Poucas pessoas conseguem ser felizes ao menos que odeie alguém.” Concordo com Russel, um grande filósofo e matemático, talvez posso ter a pretensão em dizer que ele entende a base psíquica como eu vejo. A felicidade não consiste em bons momentos, mas sim na exposição destes, hoje a internet não é um portal de informações, mas sim um de relacionamento. E acho que já está bastante lógico para afirmar as bases desse relacionamento, portanto não serei redundante.
Não estenderei esses conceitos que hoje são fixos, mas posso concluir que qualquer conceito posto em dúvida cede, que o homem que busca a certeza vive frustrado, qualquer idéia que seja desmotivada tem chances de 100% de serem descartadas, que os conceitos não existem, o que existem são momentos, portanto essa mutabilidade é o que causa grande parte das vertentes filosóficas e habilidades de se classificar pessoas. E o mais importante, acreditar em algo faz de você o mais fraco e o mais forte ao mesmo tempo. Quem escolhe somos nós mesmos.
Ahas.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 10:50 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Meu coração pulsa com um coágulo de mágoa, as lembranças cortam a cabeça e as idéias escorrem como rubro renascer, pintamos a perfeição nas palavras, mas os atos cismam em sujar nossas histórias. Coisas como morrer, viver e sentir são supérfluas quando estamos aqui, este mundo está apodrecendo em meus dedos e vejo o tédio em seus olhos, e esta dor que eu sinto é um lento suicídio para o inferno. Bocas pensam mais que dedos, tínhamos um nó em nossas gargantas compostas por escamas de cobra e agora cresce como câncer e nossos dedos são sujos demais para removê-los. Este feto está sendo gerido na discórdia, e sua dor não pode ser sentida por mim a palavra “amor” está morta e estamos cultivando qualquer coisa para não morrer também.
Suas lágrimas negras estão dentro de meus olhos, deste barro deus criou os humanos minhas costelas estão quebradas para fazer-te perfeita. Duro demais para engolir, áspero demais para levar consigo, o arrependimento em existir está nos detalhes que fingimos esquecer, quando os cortes se fecharem você estará afundado nas células mortas e sua existência será apenas uma memória.
Não há perdão quando a fé está seca, seus gritos são sussurros aos ouvidos de deus, por isso seus gritos para mim não são violentos e sim irritantes. Algo está quebrado em meu jardim, este paraíso era demasiadamente perfeito para seu corpo frágil, rompendo-se em sujeira seus olhos estão sendo a poluição de meus dias, enquanto você pensa em morrer eu te mostro de perto o que é estar realmente morto.
(Grande chuva que destrói tudo, está curando com a tragédia a distorção mundana, o fogo dentro de cada ser se apaga quando sua fé evapora com o fervor da emoção, cadáveres que querem amar, almas que querem voar... não podem.)
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:32 PM
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Domingo, Janeiro 27, 2008
Percebendo que nada estava certo
Seus dentes rangiam com força bruta o nada
Ele queria fazer sua existência algo válido
Mas o tempo passava e a luz se esgotada
Ele era um câncer num mundo esgotado
No fundo do túnel tinha uma luz opaca guiando ele para a perdição
Ele não queria ver e negava sua vitória dentro de sua solidão
São essas sombras que ele luta e o faz ser um grande rapaz
Negando o óbvio, comendo a doença, crescendo fora da mentira
Seu caminho pode ser triste e deserto
E nem por isso sua vida está sendo jogada fora
O medo vem galopando a cavalo
E está chegando, ficando próximo
Você se formou longe da realidade
No fundo do túnel tinha uma luz opaca guiando ele para a perdição
Ele não queria ver e negava sua vitória dentro de sua solidão
São essas sombras que ele luta e o faz ser um grande rapaz
Negando o óbvio, comendo a doença, crescendo fora da mentira
E agora o medo se aproxima de você
Porém seus méritos são justamente suas fraquezas
Eles se tornarão você quando forem heróis
Serão como você quando estiverem completos
Dentro desta sua ausência de luz.
No fundo do túnel tinha uma luz opaca guiando ele para a perdição
Ele não queria ver e negava sua vitória dentro de sua solidão
São essas sombras que ele luta e o faz ser um grande rapaz
Negando o óbvio, comendo a doença, crescendo fora da mentira
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 5:09 PM
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Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
Provei de seus olhos com sabor do sol
Perdendo a sanidade no calor do seu cheiro
Bolhas nasceram nos corações
E os toques machucam tanto que escolhemos a distância
Anjos não sabem voar a noite
Eles rastejam como cobras
E teu sangue era florescente no inferno
As a poeira de lá feriam meus olhos
No meu interior há um abismo
Calmo e profundo como um corte
Por vezes eu caio por lá
E minhas lágrimas emergem meu corpo semi-decomposto
Escolhemos a salvação quando nos jogamos
Eu cedi parte deste abismo a você
Talvez ele fosse pequeno para esconder nossos erros
E me olhas agora com ternura de criança.
Na noite não podemos voar
E rastejamos como cobras ralando nossos corpos
Em teus olhos o sol brilha refletindo minhas feridas
E é lá que monto meu túmulo.
Por mais que as coisas estejam quebradas
Eu gosto dos estilhaços em mim
Fincados na carne fazendo a dor existir
Por maior que ela seja ela me torna humano.
Afundando dentro de mim
Esperanças e sonhos queimando nossas gargantas
Negados.
Perdendo-se devagar neste labirinto
Este pedaço de paraíso
(que cedo para ti)
Decadente e funesto
(que entrego dentro de ti)
São fluídos do que chamo de amor
(que cedo para ti)
Ele cicatriza o tempo e traz o sol para perto de nossos peitos
(que entrego dentro de ti)
Que o calor unte nossos corpos
Façam-nos rastejar por todo o lodo
E mesmo quando a noite for eterna
Não nos importarão as asas para voar.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:06 AM
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Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Todas as vadias reunidas no convento
Com suas ligas e plumas de relento
Mostrando seus quadris em movimento
Fartos seios a incitar desejo
Prostitutas nuas
Bocas carnudas
Contradição sisuda
Da cadela pura e justa
Ludibria com sua língua
Desejos de fadiga
Casta e sadia
Nas sombras da orgia
Deseje as plumas da perdição
Tirando de Deus a perversão
Sugando do falo a maldição
Do toque a simples sedução
Satisfaça o pedido do sim
Pecados que tocam a mim
Arrancam o prazer como estopim
Massageando o demônio de marfim
Defecação dos seus valores anais
Teu gozo e libido tão formais
Seu corpo a tremer com a perversidão e seus sinais
Reflexo de seus valores toscos, bando de putas banais
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:51 AM
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Terça-feira, Novembro 20, 2007
Tendências e aspirações são como cabeças masturbadas
Dentro do corpo se movendo como estrelas
Passando a língua em uma lâmina e sentindo o sabor da dor
Sua inocência usa vestido, quero despi-la com meu cheiro
Brinquedos sem partes espalhados pelo quarto
Você os arranca, pois não consegue entende-los.
Completamente normal você não sentir nada
E louvável berrar por isto.
Mergulhe seus pensamentos onde não possa alcançar
Ninguém olhará seu cadáver apodrecendo
Suas lembranças estarão em baixo das unhas
Seu chorume será a lágrima do demônio.
Seu amor foi a pílula de depressão digerindo meu corpo
Seus toques deixam vergões que coçam em noites solitárias
Flores de plástico no calor de seu ácido
Derretem e deformam você.
Esta fumaça no ar tem cheiro de esperança
Enquanto algo corre em minha corrente sanguínea...
Meus músculos só reagem com o choque de seus impulsos
Era um estímulo falho, uma droga me poluindo
Beijos com insetos
O verão de minha alma feneceu em teus braços
Caindo juntos no inferno que decoramos
Lótus murcho do pântano nos olhos de Deus.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 4:02 PM
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Quarta-feira, Novembro 14, 2007
Nossos corações pararam com a violência de seus toques
Você pode ouvi-los na escuridão?
Sozinho e tremendo de medo?
Estávamos nos afundando em nossos corações
Presos dentro de um reflexo do ideal
Estaremos sozinhos até a morte fazer nossos sentidos lacrimejar
Enquanto eu estava sonhando contigo
Enquanto eu acreditava em você
O céu se deformava e morria
Meus olhos ficavam negros
Tentando alcançar o amor que com correntes atam-nos ao pecado
Não queremos mais ninguém,
Não precisamos de ninguém,
Seremos solitários em nossas dúvidas
Não haverá resposta, pois nunca entenderam
E buscar as respostas me levava ao abismo
Agora estou sozinho
E estou completo com minhas deficiências
Você consegue ouvi-los na escuridão?
Afundando em minha alma
Afundando em meus sonhos
Feridas reais, com hálito do demônio
Na ventania de seus berros não bagunça minhas idéias
O senso de humor doentio me faz pensar
Sobre o sarcasmo de Deus
Atado como Jesus Cristo em matéria rota
Agonizando até o abraço da morte
Enquanto dizemos amém para o mórbido destino
Maquiando seus berros
Maquiando seu sangue
Maquiando tudo aquilo que foi sacro
Você pode ouvi-los na escuridão?
O silêncio agonizante do corpo será minha paz
Ahasverus rasgando o corpo e florescendo como lótus
Apenas nomes sendo levados na correnteza de lamúrias
Supérfluas lembranças abrindo caminho nas chamas
Renuncio a secreta mentira
Depois de nós eu fui embora
Depois de tudo dito
Seremos estrelas em uma noite calma
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 2:47 PM
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Terça-feira, Novembro 13, 2007
PARA A FERNANDA E SAKURA.
Eu acreditei que poderia nadar no oceano de seus olhos
Eu estive o tempo todo amando em silêncio meu corpo
Estava cheio de nada preenchendo meu momento
E eu senti, para sempre o que será hoje
Eu pude acreditar, mesmo que por um dia
Em palavras e gestos.
Eu...
Simples humano,
Nadando, dentro de seus olhos
Eu não tinha mais aquele nada me confrontando
Eu era de carne dentro de um onírico desejo
E acreditei naquele dia
Suas palavras foram verdadeiras.
Eu! Fui o rei do meu mundo
E você estava ao meu lado
Caminhando juntos sobre as dificuldades
Seu abraço era quente como útero materno
E eu acreditei naquele dia.
Eu gosto de me lembrar
Todas as vezes que estávamos sem saídas
E quando todos os dedos apontavam para nós
E você me dizia
“Acredite em mim”
Seu beijo conseguiu ir além de minha pele
Ele estava em meus sonhos e era por isso que eu segui em frente
Você me faz acreditar!
Todos os dias seu nome é a esperança de meus dias
Nunca me sinto sozinho ao sentir seu cheiro
E ele está em minha alma, me fazendo acreditar
Mergulhe!
Venha comigo na utopia do nosso viver
Não precisamos ter essas lembranças velhas nos atormentando
Com as mãos dadas estamos indo para um futuro grandioso
Construindo juntos o nosso amanhã.
Estou tão feliz
E você é parte disso
Tive que gritar para você escutar
Que isso é mais especial que a vida
É maior que todos os milagres
Todos os dias nós estaremos acreditando um no outro
E essa força nos fará ir longe o bastante
E deixar todos os medos para trás
Seu abraço, suas mãos e seus beijos
São mais que lembranças, são inspirações
Por isso que grito
Para dizer que eu acredito muito em você
Sou herói do meu mundo
Você faz minha vitória
Eu acreditei naquele dia, que será para sempre.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 6:53 PM
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Quinta-feira, Novembro 08, 2007
Os castelos estavam inclinados para baixo
Feitos nos escarros e mágoas de um açúcar amargo
Construídos em baixo de nossos tumores
Tínhamos o prazer e satisfação em desaparecer
Precisávamos de cores para nosso futuro monocromático
Eu fui a aquarela de seus dias enquanto o destino nos fitava com olhos de cobra
Naquela manhã o céu estava drogado
Palavras ditas no espaço, onde o som é irrisório
Seus cabelos cinzas estavam enrolados em meus dedos
Seu mundo tentava me matar
Sua verdade tentava me esconder
Desmembrando minhas lembranças
Estávamos caindo no bálsamo romântico
Os medos refletidos nos toques
A verdade submersa na escuridão
O cadáver de cristo boiando sobre nossas cabeças
Se jogue para dentro do abismo da letra“o”
Caia e plane em minhas feridas, seja a larva que decompõe meus sonhos
Construindo com pedaços de autonomia nossa morada
Eu não vou morrer aqui dentro
Vou esperar seu abraço me estrangular
Uma luz fosca, porém uma esperança
Uma rosa podre em um coração imundo
Amor e suas bestas preparando minhas idéias como tempero
Queríamos estar juntos neste medo todo
Gostaríamos de estar de mãos dadas, mas é muito longínquo para tentar
Resta abraçar os sonhos deformados e ser parte desta anomalia
Os anjos estão cantando para nós esta noite.
Seu beijo tinha um sabor de tragédia
Eu senti em seus toques o mundo percorrer minhas veias
Estaria completo?
Seus suspiros tiravam de mim com uma velocidade absurda minha vontade de te deixar longe
Eles estavam presos e a música do seus olhos fizeram meus demônios pensarem
Eles correm pela parede do meu estômago esperando seu gosto
Fraquejando em minhas promessas meu caminho não tem horizonte
Sua imagem esta em meus planos
“Libertem as mágoas deixem seus corpos seguirem as nascentes de seus passos, levem para si a imensidão desses desejos, construam dentro desses grãos de areia barreiras de fé, deixe puros seus poros para respirar esse fluxo de vida circulando entre a tempestade.”
Coral canta esta noite para nosso amor
No deleite de nossos cálidos olhos
Nossas lágrimas serão como inferno para a felicidade
Não desmembre as lembranças
Faça delas pequenas sementes.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 10:14 AM
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Quinta-feira, Outubro 25, 2007
Aquele vazio foi queimando tudo que estava a minha volta, nas coisas que eu pensava, deixava marcar em meu corpo e uma fumaça lilás no ar, com um olho que se abre no meio de uma flor estava sua inocência mirando meu receio, com um gosto amargo sua língua foi à tragédia da comédia de meus sentimentos. Nós choramos e tínhamos sabor de chocolate, entupindo nossas veias de emoções baratas, irracional como instinto nos apegamos sem explicações lógicas, entre serpentes e furacões estava seu abraço em todos meus demônios e seu cheiro me lembrava o inferno. Há alguma coisa quebrada dentro do mim, algo não está como estava antes, o reflexo nas águas são turvos como seus abraços frios. Seus sentimentos eram pontiagudos apontando para minha cabeça e a cada vez que se aproximava eu me feria. Minhas mãos afundavam em sua face, como se você não estivesse lá, por mais que estivéssemos juntos estaríamos sempre sozinhos.
Isso por que o sol era negro e éramos as estrelas mortas da constelação da vida, apontando para a destruição, queimando nossos corpos para recriar algo a partir de nossa podridão. Cópias de desespero em partes divinas. Não voltaríamos atrás, não é possível conter a queda de um anjo.
Seus toques rubros faziam meu corpo se esquivar, enquanto a marca de seu passado manchava nosso futuro, seus lábios beijavam meus olhos e deixava deformada minha visão. Há todo o tempo sabíamos que seria fulminante como um trovão em uma noite solitária... ele brilharia e seria quente até destruir alguma coisa.
Queimando tudo a sua volta com uma fumaça lilás, qualquer coisa que pensássemos ou disséssemos. Queimando até calcinar toda a história nosso amor foi esporádico e descartável, dividindo em dois nossos corpos unos, em duas partes vazias que estão sendo levados pela tempestade das confusões. Queimando, queimando de dentro pra fora, incinerando as palavras e marcando de negro os espaços em branco.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 1:03 PM
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Sábado, Outubro 20, 2007
A torrente inflamada que escorre de seus ouvidos demonstram que os vermes ainda residem seu fósforo, sentindo o fim das coisas como uma brisa fria que molesta sua espinha até o topo, sua pele enrijece sua expressão é neutra. Minhas mágoas percorrem o ar que você respira, como inseto se multiplicando, o casulo é quente para transformar tudo isso em ódio, este é meu jeito de odiar, vendo seu corpo agonizando com a culpa e os vergões da mentira em seu peito.
Deforme seu rosto e maquie um sorriso para mim, contraia ao máximo seu músculo Bucinador e dimensione toda a proporção do seu maxilar aspirando sua safra de solidão, as pessoas já disseram que poderia ser melhor, que seu esforço foi falho, de qualquer forma sentirás a dor consumindo suas memórias sempre que o solo se quebrar em baixo de seus pés, encontrarás o abismo de seus medos embaixo desta tênue camada de ilusão que criou como escudo dos medos que penetram com força suas esfíncteres, suas lágrimas mesclam dor e confusão, eu gostaria de afundar-me e morrer dentro de seus sonhos.
Eu prefiro a pressão do meu ódio a seus berros histéricos, tua dor é poética e duradoura... dentro de mim a cada dia eu vejo seu murchar em gozo, definhando e apodrecendo em minhas idéias, meu rancor rasgou-te por dentro. Teu sangue pisado será a cicatriz na face de sua esperança, teu deus está envolto com as entranhas de sua justiça, vomite suas palavras hipócritas, elas crescerão e farão com que desapareça qualquer vestígio de seus atos, esse desprezo é seu futuro.
Meu jeito de odiar, suas sementes que brilhavam como estrelas acordaram os demônios, eles se esfregam em suas sombras, se multiplicam e voam como falenas até o berço da desgraça regendo sua sanidade a catastrófica idéia do seu existir.
Assim você vai morrendo, da mesma forma lasciva que se apresentou, da mesma forma poética que mostrou teu sorriso deformado, do mesmo modo cruel, como reflexo meu ódio deixará a marca de sua mediocridade como cicatriz aberta em sua alma.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:57 PM
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Quinta-feira, Outubro 11, 2007
Você foi à inspiração perdida que vazou de meus olhos, pelos caminhos que eu tinha escolhido com destino para a felicidade, distorcido e atônito teu rosto foi luz no abismo dos meus olhos...
Que se foda seus medos, seus deuses, suas crenças
Você foi o fruto podre de Adão
A tentação dentro do homem
A serpente do paraíso
Levou-me a perdição
O buraco da consciência, você foi correndo em cima de meu destino, o ciclo da maldição apenas uma emoção, sem razão alguma aparente. Muitas facetas por trás do espelho, eu vi uma rachadura no seu sorriso.
Você está caindo em minha mão
A questão que você levanta
É aquilo que eu coloquei em seu coração
Abaixo, abaixo bem abaixo de tudo
Você berrou dentro da minha cabeça,
E não pode mais me ver
Pintou com pesadelos meu futuro, deixou meu céu vermelho com as lágrimas de seus olhos, tingiu de negro a áurea de meus anjos, abafado em sua respiração eu ouço os gemidos dos demônios, doce como olhos de crianças, imortal como o egoísmo do homem, eu não posso sentir seu coração bater de tão longe, eu não posso tocar suas feridas com você enterrado em minhas memórias
Morto e embrulhado você foi consumido pela ira
Seu amor exala morte
Tecido roto que envolve o cadáver da sua felicidade
E eu vejo você voando dentro da tempestade
Eu não posso segurar suas fracas mãos
Vá junto com meus demônios
Que para sempre dormirão no centro de tua alma
Uma prostituta sem valor comercial, tão puro e imundo, perdemos nós mesmos entre lençóis e lágrimas, espectros sem alma, sujos e comendo uma ao outro por dentro, sem beijos, nada humano, apenas o instinto de sobreviver dentro de algo que dure mais que nós.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 4:03 PM
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Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Escorregando em meu perdão seus soluços vieram tentando parar o tempo, seu semblante era um anjo, mas agora se derrete dentro do rancor que eu vejo, a chama que envolvia seu corpo foi apagada com o abraço frio da verdade, agora sua pele descasca, e embaixo dela ainda estão os vestígios de impurezas. Como língua de cobra envolvendo sua garganta você se debate em minha cabeça, agoniza em cima desse chorume de amor, secreção dos anjos, escorregando no meu labirinto de prazeres, eu farei você se perder.
Minhas memórias não irão se apagar eu irei ferir sua face toda vez que seus imaculados olhos me olhar, eu desejo mastigar seu sorriso, eu vou deformar sua alma. Meu coração tem arranhões por dentro, suas unhas tem pedaços do meu amor, suas lágrimas levaram minha primavera, e agora as coisas estão secas, escuto os rasgos de seus gritos e em minha vida... você esta caindo em meu perdão.
Não consigo segurar sua mão que podre se desfaz em meus dedos, como areia voando com o vento... rasteje buscando a paz, rasteje em meu perdão.
Sinto seu amor me cegando, há insetos em seus beijos, sua luz na verdade ofuscavam minha sanidade;
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 2:19 PM
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Terça-feira, Outubro 02, 2007
Abraços frios como a imensidão de seus olhos escuros, com a dor você pintou minha face e caminhou comigo, atrás de nossas sombras estão os cadáveres se esfregando de amor, enquanto nosso semblante sustenta a irônica idéia do ideal. Apontando para o peito a mentira que escorria em sua saliva você sugou minha alma, minha fé se materializou em você, mas ela não foi o bastante para te fazer perfeita.
O céu era como seus toques, por hora doce e por outra rude, semeando em nossas lágrimas a ponta do ódio que desvanecem entre seus sorrisos.
Num retrato estava sua imagem refletindo meus defeitos. No inferno eu juntava esperança para que aquele ontem perpetuasse. Eu não o encontro depois de meus berros, eu acredito que eu tenha desfeito algo belo nossa realidade era de vidro trincado e hoje se despedaça nos devaneios do adeus.
Um pequeno corte em minha asa impede que eu veja mais acima das coisas, eu estava morrendo em minha liberdade, enquanto vazio acreditava estar elevado perante aqueles que tinham alguma coisa. Eu estava realmente morto com meu peito inflado e queimando em dor.
Agora estamos dizendo adeus aos últimos momentos, pois eu estou abaixo de tudo que é importante para você, serei seu demônio ou as coisas que você quer esquecer, eu te mostro as coisas que você deseja que estejam longe, esfrego em sua face e faço com que engula.
Somos estrelas perdendo o brilho, somos heróis sem ídolos caindo no lodo da escuridão, onde lembranças serão lâminas afiadas, meu amor foi simples como o coçar de sua pele, eu gostaria de arrancar ela na verdade, mas você me disse que tudo não passou de momento.
Estaria em suas veias e explodiria seu coração, mostraria que não há limitações que te façam parar, mas estou quebrado, como rosas mortas num jardim sem sol, seu amor era aquarela, seu amor era falso como pequenas estrelas, você foi minha rainha, sem coroa, sem trono, você foi ontem e não sobreviverá amanhã.
Seu corpo será o degrau para encontrar minha realidade. A verdade é o grande segredo da vida, sempre almejamos toca-la, mas morremos antes que a benção da plenitude toque nossos membros. Há um corte em seu olhar, eu consigo enxergar meu reflexo nessa ferida, o sangue que escorre dele são minhas virtudes e elas desenham um conto, ele fala de liberdade e desenha seu espectro do avesso.
Serei frágil e asqueroso como à asa de um inseto, convulsionando em seu tímpano estressando seu fósforo sendo denso como granizo que se choca na terra, deixando os restos por fora e lesionando por dentro.
As negações estarão em seus toques, expulsos como um corpo estranho do organismo, inflamando seus sentidos que estarão adoecendo entre seus beijos mais intensos. Secas como folhas mortas o vento arrastará seus restos que estarão inclinadas num abismo de confusões sendo sempre vestígios de algo íntegro.
Nunca encontrará a salvação e o perdão no escuro de seus medos, não estenderei mais a mão para seu berço de sujeiras, apenas ficarei fora ouvindo seus berros e sentindo o cheiro da decomposição de sua paz.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:46 AM
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Sábado, Setembro 29, 2007
Há buracos em seus sonhos e minha perna atolada dentro de seus devaneios, precisaria que eu ouvisse o silêncio do seu coração, sentir o hálito podre de seu carinho, aquilo era nefasto e rápido como um relâmpago crescendo em meus pulmões. Sua cabeça cabia minha doença, e seus lábios tinham gosto de namoro, você assoprou minha esperança para longe, como vidro que despedaça numa ventania... eles cortarão você.
Enquanto eu morro em pequenas porções eu esperei o futuro negro, longe de onde o céu era mais azul, onde os sorrisos eram mais vivazes, tocados pela tempestade dos seus gritos, correndo daqui para o inferno que era azulado como meu dia perfeito, que era azulado como meu pranto por ti. Desaparecendo nos detalhes eu estou abraçando o vazio de seu espectro, sem algum, sem nenhum conteúdo, e vamos caindo, caindo até ser esquecido dentro de um esquife transparente.
Minha perfeição era arranhada, ela não era humana e tinha deficiências, anômala ela parava a sujeira da magia de nossos encontros, agora estamos enferrujando procurando os por quês, como se respostas fossem ser nossos caminhos.
Eu cortei, dobrei, adornei, fiz com que fossem belos, um boneco da morte com vestido barbie, explodindo em nossos peitos, repletas de vermes na espinha que subiam até o crânio preenchendo nossa beleza de poeira.
Nada será tão cristalino como o ódio que brotava em nossos olhos, nada será tão santo quanto nosso orgasmo enquanto dizíamos sujeiras dentro de nossos peitos. Garotos mortos com bilhetes de esperança, atirando dentro da cabeça de Deus, cuspindo todo o lodo de nossas mediocridades pelos olhos, ouvindo apenas a dor dentro de uma dose de suicídio.
Deixe partir para a grande torrente rubra, deixe que o ralo engula nossas essências, nunca estaremos perto de ser então destrua tudo aquilo que seus sonhos pintaram, tire fotos dos seus olhos em chamas, ela durará mais que o momento de felicidade, agora estamos despedaçando, nossas partes serão sementes que farão nascer aberrações dentro de nossos corações.
Seremos apenas aberrações dentro de uma ilusão
Aberrações que gritam e rasgam a perfeição
Os lírios estarão velando nossos sentimentos, em uma noite em que o sereno for o pranto dos deuses eu beijarei sua face, a marca de meus lábios ficarão em sangue e seu corpo afundará na terra, era este o caos que eu me referia quando estávamos livres, pois eu tenho o costume de matar as coisas antes que elas cresçam.
Desejos de quando dormimos, aqueles que estarão em baixo dos travesseiros e que nunca olharão para você, eu guardei em meus caminhos, amputando as mãos para que eu não os matasse, mas eu mastiguei todos eles quando seus olhos se fecharam.
Construa com minhas vísceras seu útero, durma dentro de mim, eu não poderei morrer antes disso, minta para mim, engane meus olhos, depois coma meu corpo como hóstia, serei os segredos de seu destino, transbordando em lágrimas que dormirão em baixo dos nossos medos.
Serei o rasgo em seu peito, o leite de seu corpo, as deformidades de seus membros, eu lembrarei de tudo, amassarei e guardarei em baixo de minha língua.
Seus olhos em chamas não serão eternos, estarei dormindo em seu coração para queimá-los novamente, nem que seja por um segundo, ou por aquilo que restar.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 8:54 PM
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Atrás da dor, no véu do esquecimento tentando resgatar aquele passado escuro que me deixava frio. Eu gostava de seus olhos ao meu lado brilhando no escuro, eu só queria eternizar aquilo, sentir o calor de suas mãos em mim enquanto tudo estava frio. Eu vomitei meu coração e juntei as partes para que tu pudesses sentir meu amor, mas ele estava podre demais para que amasse aquele espectro costurado.
Caminhando mais a baixo, onde a densidade do ar permitisse que meus medos fossem encobertos eu amei, e abracei seu corpo como se fosse o meu, nos fundimos dentro de uma redoma de receios onde nossos olhos escuros brilharam uma púrpura fosca e quente como o sangue que corriam em nossas veias.
Larvas dentro das lembranças foram corroendo as mentiras que contávamos para não deixar-nos envoltos por esse sentimento perverso, nossos caminhos tem serpentes que com sua peçonha iludiu nossas almas... o fogo encantou nossos sonhos e atiramos tudo para que queimasse até calcinar nossos ideais.
Meu cadáver está largado num abismo de confusões e meu desespero tem seu cheiro, entorpecendo os sentidos, me distanciando dos objetivos, caia comigo, venha ao inferno e crie sua morada em minhas pupilas, quero focar sua fé que será minha morada.
Não diga sobre minhas asas, não aponte os meus medos, pois estamos tão abaixo que isso não fará diferença, os demônios morreram com o calor de sua saliva. Nosso Olimpo será negro com retalhos das coisas que deixamos para trás, estamos morrendo dentro de nosso veneno e eu só quero morrer abraçado contigo, esquecendo o valor das coisas, aprendendo o valor de outras.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 3:30 PM
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Sábado, Setembro 22, 2007
Em baixo de minhas pálpebras
Tem sombras e medo
Onde estarão minhas chances?
Que se esvaem com meu sangue...
Com mais sujas e atrofiadas mãos que recolhem tudo
Borbulha como asas de inseto dentro dos meus lábios
Diga-me o que pode ser mais belo
Mais belo que minha dor
Diga-me o que pode ser mais puro
Do que meu pus inflamando meus sentimentos
Cante coral fúnebre de insanidade
Traçando as notas de minhas alucinações
Cantem sombras soturnas
Arrebentando as veias das minhas emoções
Cheirando como doces estarão às mentiras para você escolher
Arranque meus olhos com sua verdade e esfregue-os até desaparecer
Não há nada que complete meus momentos ou caminho
Trilho para mais baixo do mundo onde posso te ver distorcido
Eu serei... A porra de um rosto quebrado com o tempo
Sem nome, sem cheiro, sem nada.
Serei real.
Quando nada mais importa, as criaturas nascem em cima da pele, e elas vão caindo todas chorando, com seu nome amarrado na boca.
...
Eu crio decepções, para amanhã cultivar sentimentos.
Eles estarão atrás dos meus pulmões como poeiras em um retrato
Minha face trará um sorriso
Mas será consumida pela chama do ódio
Que estará sangrando e morrendo por dentro
Minha esperança está em carne viva,
Raspada com a imensidão de seu amor
Abra seu peito e deixe que eu vomite minhas lembranças em você.
Eu tenho mágoas e quero que sinta...
Se contorcendo e agonizando com o tempo.
Você será meu caixão, velando minha alma.
Estarei criando essa larva em sua memória
Alimentando ela com rancor e explodindo suas idéias
Como asas de borboletas que batem no horizonte
Serão os fragmentos dos seus sonhos derretendo com as virtudes
Meu ódio pintou um grande retrato meu,
E você é minha vítima
Sua capacidade é atrofiada em acreditar em mim
Estarei amputando teus membros de mim
Quantos dedos será que devo cortar para te deixar morrer
Em quantos frascos cabe meu sentimento por você
Era só amor
Era só para sempre
Era só aquilo que você jogou fora junto com minha alma
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:12 PM
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Terça-feira, Setembro 18, 2007
Talvez teus olhos estejam distorcidos
Olhando para dentro de si
Cuspindo minha honra
Talvez seu coração esteja aberto
Despencando seus sentidos
Enquanto eu dava chance de com minhas tripas costurar
Você matava a si mesmo dentro de mim
E eu passei o meu tempo costurando
Costurando meu coração para que você não caia
E com saliva eu hidratei seu coração
E agora o negror do seu vômito abriu meus pontos.
E agora o que eu faço com os pedaços dessas asas
Que consumidas por vermes começam a feder
O odor da desilusão, da verdade quebrada
Eu apenas toquei seu peito
E meus dedos foram absorvidos na confusão
Estanque seu ódio
Escorrendo por suas veias
Esguichado em seus músculos
O amargor de seus lábios
Desvanecendo os sonhos
Apodrecendo o coração
Estou cego como pode ver
Estou voltando para o buraco
Construindo de novo a muralha com os cadáveres
Os mesmos que fiz questão de esconder para parecer belo
Tarde talvez para ser livre
Pois minha alma está amarrada aos seus medos
E quando você corre
A esfoliação da minha alma deixa não apenas o sangue
Mas deixa todos os diamantes que eu havia roubado do céu para você
Este é o berço de sujeira
Onde eu guardo os macacos como crias
Voltando para o negro
Voltando para o buraco
Com a garganta espumando
E a marca do errar em meus ouvidos
Tímpanos rasgados com a negação
Enquanto você se cala
Minha alma fenece dentro do murchar de uma rosa
Minha rejeição é a resposta de todos os reflexos
Despertando de um sono onde cobras envolviam meu corpo
Nada real, apenas coisas de minha mente
Borboletas doentias voando num jardim sem flores
Faça compressa no meu peito aberto antes de sair
Lave com o seu sangue puro minha face imunda
Dê um último beijo, que será meu câncer
Deixe que o tempo cuidará da decomposição
Os vermes estarão cuidando dos meus sentimentos
E assim eu voarei com minhas asas quebradas
Meu corpo lânguido não irá muito longe
Saberás pelo cheiro soturno que estarei por perto
Chamando seu nome
E na dor... você disse o meu nome
Com marcas de rancor.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 8:24 AM
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Domingo, Setembro 16, 2007
Ainda temos escolhas
Do que será verdade e o que será mentira
Do que estará dentro e fora de nós
Ainda temos escolhas
Das coisas que quebramos e queremos consertar
Do espetáculo das drogas e das vitaminas
Ainda podemos escolher
Se aquilo que nos faz fracos
Será um tumor ou apenas uma tosse
Ainda podemos escolher
Entre as pedras e a água
O telefone, as cartas ou o beijo
Concentre-se
Pois as formas falsas são aquelas que projetamos
E as verdades não serão mais pra você
Ainda temos escolhas
De amigos e esperanças
De amores e mágoas.
Ainda temos escolhas
Do quão longe e quão perto estaremos
Do presente e da maldição
Ainda podemos escolher
Se irá terminar rápido ou será para sempre
O doce ou o salgado
Ainda podemos escolher
O ouro ou o latão
A dor ou o perdão
Concentre-se
Pois as formas falsas são aquelas que projetamos
E as verdades não serão mais pra você
Tudo que é belo tem o trágico
Tudo que tem amor terá ódio
Tudo que é melhor tem desvantagem
Tudo que é dado tem seu valor
Tudo que pedimos virá destorcido
Tudo que almejamos estará envolto de medos
Tudo que é perfeito será rápido
Pois não é nossa verdade.
Não é minha, nem sua.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 4:16 PM
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Quarta-feira, Agosto 15, 2007
Estou fugindo de mim mesmo
Com medo dos brinquedos do meu passado
Que como sombras tiram o brilho de meus olhos
Eu acredito naquilo que mata
Na destruição que revigora;
Correndo de toda a estória,
Que como arma metralha minha alma
Fazendo o sangue escorrer
Onde você não pode ver
Ninguém estará aqui para me estancar.
Eu me sentia sufocado
Engasgado com a mágoa
Mas agora meu espírito se acostumou
Seus toques estão tão gelados...
Será que eu matei seu corpo e amo seu cadáver?
As pessoas olham o que está na superfície
Mas eu tenho mais dentro do meu peito
No meio de folhagens mortas
Deixe-me brincar com seus olhos
Fechem eles, não abra até que eu suma daqui.
Ta frio aqui, mas eu acho que esse é o gosto da morte
Amargo e triste. Lânguido e sujo.
Transformo-me nesta luz fraca
Que te guia para dentro de mim
Afunde em meu lodo sua esperança
Minha doença está escorrendo
E os anjos estão nadando nela
Meu coração tem espinhos
E estará ferindo tuas mãos
Quando tentar esmagar meu amor.
Vou deixar você morrer
Vou largar sua mão
E tudo que vivemos serão lembranças
Quando eu lembrar de você
Não terei saudades, apenas medo de me machucar de novo.
Vou amputar minhas pernas
Vou arrancar meus olhos
Assim meu espírito ficará preso
E meu corpo será reflexo da minha vida
Imóvel, inerte, esperando a escuridão me tocar.
O calor não poderá aquecer
As flores não deixarão a vida mais bela
Morrer não é a solução para sua dor
Nem ser feliz...
Pois felicidade é uma questão de ponto de vista.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 10:21 AM
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Quinta-feira, Julho 26, 2007
Fui largando pelo caminho, um rastro de tudo que deixei
E percebi que sua sombra era como sangue seco
De esperança desviscerada e fria
Percebi que seu rosto era defeituoso
Quando deixei meu amor por você escorregar
Desde então estou assim...
Sem rumo,
Sem foco,
Um pouco torto.
Suas pernas estavam abertas quando eu parti
Seus lábios eram como a noite
Eu precisava ver o sol,
E você desdenhou meu presente
Cegou meu amor
Deixou minha alma ferida até as moscas pousarem
Com suas larvas e decomporem o que restava dela.
As flores não despertarão amanhã
As nuvens estarão no céu
E não poderei ver o sol com meus olhos cegos.
O passado é como um feto e o presente é seu útero
O futuro se perde nas interferências de meus passos
Fracos e cambaleantes próximos ao abismo.
E eu penso: Por que você não me empurrou?
Eu era inocente, eu era cristalino.
Hoje meu reflexo é sangue pisado.
Minha áurea tem espinhos
Não tive escolha quando percebi seu semblante de cera
Quando seus olhos já não refletiam cores
Eu me afundei em mágoas e sufoquei meu amor
Até boiar sem vida, inerte, aguardando apenas a correnteza me levar.
Tinha ódio na água
Tinha desprezo nessa água
Água com gosto de pó
Superfície poluída.
O por do sol eram seus olhos fechando,
Hoje não consigo ver o brilho
Sentir o calor do seu toque tênue
Seus lábios não tinham mais o sabor doce, apenas negror.
Eu era limpo, mas enchi meu corpo de pecados
Eu amava, mas tive que maquiar meu sorriso com ódio
Será que estou morrendo?
Até quando meu coração irá bater?
Esperei até sua pele alva ficar azul
Esperei até minha mente escorrer pelos meus olhos
Esperei o suficiente para estar rastejando no mesmo inferno que você.
O que eu tenho?
Hoje nada.
Amanhã não terei
E ontem eu não tive
Meus presentes não foram importantes
Meu cigarro já acabou, então não tem motivos para eu estar aqui
Não serão os momentos que me prenderam em uma perpétua dor
Que deixou sua marca em nós
Bela e latejante.
Estarei onde as cobras se escondem
Entrelaçado com algo mais podre que você
Para lembrar de como eu era feliz na sujeira.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 3:45 PM
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Quarta-feira, Julho 25, 2007
Vamos queimar juntos?
Eu provei o seu rancor e você sentiu minha dor
E com laços de sangue formamos nosso destino
Atrás de todos os nomes e histórias
Minha mente se torna doente
Lânguida... fria...
Parece que a dor nunca ira sumir,
É doce o sabor do meu amargor
É simples a questão do meu peito
São puros meus sentimentos de destruição
Como um corpo vazio sem alma
Meu cadáver é recipiente da escuridão
Deixe voar para longe,
Esconder-me nos buracos de seus medos
Ser livre em tua mente.
Enfeite com flores meu altar
Escreva com sangue nossos nomes
Empreste suas virtudes como alma
Em minhas veias despencam os sonhos
Em meus olhos se quebram a pureza
Eu gostaria de ser forte
Mas minha cabeça é doente demais para isso
Enquanto estive na escuridão
Eu gritei e gritei seu nome
Estou apodrecendo
Como fruta madura do éden
Vermes me devoram
E eu clamo teu nome
Prove de novo minha dor
Eu aceito suas mágoas!
Fique junto a mim
Abrace-me em meus momentos solitários
Fique perto de mim
Enquanto a morte molesta minha vida
Fique próximo a mim
Pelo menos quando eu chamar teu nome.
...
Se não for voltar, não olhe mais para trás.
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Muitas vezes as coisas acabam no grande nada, atrás de um sorriso, queremos apenas uma paz, seguidos de milagres infinitos, estamos moldando nosso mundo perfeito, com estrumes e mentiras supérfluas.
Seu rosto estava em minha sombra, minha língua tocava seus dedos derramando nossos ensejos, porém hoje estamos caindo já tênues no abismo do ódio. Salve seu próprio corpo e me deixe queimar em paixão.
Estou cortando meus dedos e jogando no abismo, sangrando e fervendo no céu para reanimar teu corpo, mas apenas encontro o triste caminho ermo com seu cheiro.
Tudo ao redor está se decompondo, vejo a podridão na mais singela nuance de sombra, vejo destruição nos atos mais cálidos de amor. É como se o mundo não houvesse amanhã, mas minha sádica alma tente alcançar algo que não pode ser tocado, pois é imaculado demais para os olhos humanos. Meus olhos não lacrimejam, meu coração não pulsa. Será que estou morto?
Sinto-me dessa forma inerte seguindo um fluxo interminável. Não esconda a verdade, pois acredito que meu único suspiro é o choque das palavras em minha mente.
Eram apenas caminhos tortos e sem direção que trilhavam para o infinito, juntando nossas almas observando o infinito como destinos entrelaçados. Eu era o rei e você minha rainha, éramos uno, e você olhou para mim, estava adiante, mas não quis parar e hoje está perdida nas florestas... não posso mais te ver.
Éramos como mãe e filho, éramos puros como água e transparentes como cristal, que frágil se quebrou com uma tempestade, nossos tronos humanos eram repletos de devaneios mundanos alimentando nossa alma e desejos, com isso montamos histórias entre os relâmpagos que ofuscavam nossos olhos, em baixo de toda a hipocrisia e de toda a escória maldita.
Nosso castelo pulsava, nosso castelo tinha veias, alimentando meu mundo, e agora está desmoronando sem você, são as virtudes e derrotas virando meras e singelas memórias.
Acordei e meus olhos procuraram por ti, meu corpo não sentiu sua pele partir, e eu gostaria apenas de um ósculo para que eu pudesse me despedir, um cálido abraço para depois refletir, pois agora vejo o mundo ao meu redor caindo e desfragmentando... Não pude sentir suas lágrimas, não pude ouvir seus gritos, não pude ouvir suas lástimas e nem acalentar seus gemidos, e a única coisa que meu peito dizia é que de minha vida, ela sempre estaria vazia.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 1:40 PM
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Quarta-feira, Junho 27, 2007
Não temos esperanças, somos sujos como carne em decomposição, como vermes, que são como você e não como eu. Distante são os passos de um verme e um macaco, e dentro de mim há cada pedaço de você, me fazendo perder a sanidade, e como sempre minhas palavras me denunciam, eu só queria que isso parasse de me machucar, que isso não fosse mais um pecado, fazendo-me tentar mais vezes.
Estou confessando em uma sala escura que eu perdi todo meu sangue contigo, e não tive nada para colocar no lugar, o que fará um coração sem sangue para pulsar? Venha com seus dedos decadentes e apalpe meu peito massageando minha circulação, para que eu possa tentar de novo.
Não tenho mais nada em mim, não há mais sonhos aqui, então me leve para o buraco, me leve onde eu perca todos os sentidos, pois sempre que eu tento ir para cima minha imagem no espelho fica pior, e eu não quero ser ruim, eu não quero machucar você.
Eu penso grito e tento, mas é em vão, pois nossos sonhos eram só meus, apenas meus sonhos.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 3:48 PM
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Não temos esperanças, somos sujos como carne em decomposição, como vermes, que são como você e não como eu. Distante são os passos de um verme e um macaco, e dentro de mim há cada pedaço de você, me fazendo perder a sanidade, e como sempre minhas palavras me denunciam, eu só queria que isso parasse de me machucar, que isso não fosse mais um pecado, fazendo-me tentar mais vezes.
Estou confessando em uma sala escura que eu perdi todo meu sangue contigo, e não tive nada para colocar no lugar, o que fará um coração sem sangue para pulsar? Venha com seus dedos decadentes e apalpe meu peito massageando minha circulação, para que eu possa tentar de novo.
Não tenho mais nada em mim, não há mais sonhos aqui, então me leve para o buraco, me leve onde eu perca todos os sentidos, pois sempre que eu tento ir para cima minha imagem no espelho fica pior, e eu não quero ser ruim, eu não quero machucar você.
Eu penso grito e tento, mas é em vão, pois nossos sonhos eram só meus, apenas meus sonhos.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 3:48 PM
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Domingo, Junho 24, 2007
Mas será que nossos corações podem amar?
Após toda a estrutura e alicerces desabar
Depois que nossas lágrimas um mar formar
Em nosso sangue nossa simplória alma se afogar
Mas será que nossos olhos podem ver?
Nuances das sombras da alma se esconder
Deixando como câncer seu funesto parecer
Fazendo o peito disforme no sofrimento fenecer
Mas será que nossos lábios podem sentir?
O amargor e o ódio no partir
A tristeza nos passos a se esvair
De o amor à solidão substituir
Mas será que nossas mãos podem tocar a dor?
E dos restos de um anjo identificar seu sabor
Dos fragmentos das lembranças enaltecer o seu calor
Expelir como sânie toda a pureza do amor
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 3:16 PM
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Quarta-feira, Junho 20, 2007
Em baixo de meus pensamentos tem seu cadáver, inerte e belo como se dormisse numa noite fria, coberto pelas minhas vísceras se aquecendo com meu amor. Não temos mais tempo, nossos laços são estranhos e solitários tem um aspecto retorcido e danificado pelo fogo, triste e soturno pela noite, são como anjos que se deixaram cair do céu, arranhados pelo inferno.
São minhas lágrimas que faz as marés, são meus tormentos que fazem nossos sonhos, é meu sangue que te alimenta, e eu vou caindo e caindo, mais abaixo, mas eu não me importo enquanto tiver a ti em baixo dos meus pensamentos.
Quero que o mundo se acabe neste momento, se consuma em chamas, aquelas que nos aqueceram nos dias que o sol não brilhou. Se arraste dentro de minhas chagas como vermes que me consomem, deixe-me lânguido e fúnebre como quando a sujeira entope tua garganta, não largue minha mão do abismo, que se estende para simplesmente tocar seus dedos.
Nossa estória estará traçada na eternidade, tatuada como praga em meu peito, lasciva e quente, dançando como fumaça de um cigarro que eternamente queima. Meu medo é que esta fumaça nos sufoque, meu medo é não te enxergar quando a fumaça entorpecer nossas memórias ¿ estiradas e enrugadas no chão.
Os dias são mais longos sem você, eu quero que more para sempre embaixo de minhas lembranças...
Algo estranho eu sinto agora, adormecido com o anoitecer, junto com as trevas das lembranças que como nuances foge do meu controle... Quero te ter aqui.
Eu morro com os segundos, e conto eles para desligar minha alma, meu coração tem um corte que está escrito teu nome, meus pés estão em carne viva de tanto tentar caminhar, agora só me resta ajoelhar e esperar com que as nuvens negras tragam a chuva.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 10:43 AM
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Sexta-feira, Junho 15, 2007
Trecho do meu Livro: Olhos Foscos.
Laços foram criados para serem removidos. Os presentes que ganhamos em nossas vidas costumam vir envoltos de laços numa tentativa de enfeitar o verdadeiro sentido, e assim os laços que criamos e nossos vínculos nada mais são do que uma tentativa de enfeitar o verdadeiro sentido das coisas.
Não gosto de decoração. Ainda mais uma de mau gosto. É com grande asco que me libertei lentamente de todos os adornos que faziam minha vida parecer feliz, prefiro frustrar-me com a realidade ao viver alienado sem poder observar com pureza o mundo. Não há nada belo, o que há são selvagens, pessoas que mentem, pior que isso, mentem para si mesmo, não conseguem ter caráter para assumir seus ensejos e por isso tem um fassade falho, e os estilhaços disso costuma rebater em quem está a sua volta.
Viver é um conceito difícil de definir quando se está vivo. Diversas formas há de se existir para viver intensamente como dizem. Para alguns basta uns livros e uma vida rotineira, outros contentam-se com música alta, festa e promiscuidade , há aqueles que preferem os dramas, enfatizando todo e quaisquer problema de maneira catastrófico. Como buscar uma vida onde não nos basearemos em apenas existir? No auge de minha imaturidade racional eu costumava afirmar que a magia da vida estava no acreditar, dizia que o maior dom da vida era acreditar e apenas isso dava sentido as coisas ¿ laços, simplesmente decorativo.
Se eu tivesse alguma razão o fato de acreditar deveria ser algo ¿comunitário¿, mas percebam o egocentrismo em acreditar, quando fazemos isso imploramos para que nos dêem algo para acreditar e fingimos engolir aquilo sem demais contestações ¿ algo de profundo desprezo com sua própria natureza.
Este contraste é no mínimo intrigante. Este desprezo de eu, junto com o egocentrismo de acreditar. Visualizo isto como uma medida desesperada, algo ao nível patológico de relações sociais, ou decoração.
Depois do rompimento dos laços se encontra o presente, é essa a mecânica, portanto temos que considerar a possibilidade de que este presente não seja útil ou desaponte você. Em baixo de meus laços havia somente podridão. Como restos desmembrados de fetos que sofrem abortos, era apenas algo sem vida, sem sentimentos e sem história.
Realmente eu entendia agora todos os pormenores de minhas atitudes e posturas, conseguia ter uma visão mais clara e lentamente estava subindo na cova que aqueci para meu corpo dormir. Somos incontestavelmente a matéria mais estúpida do universo. O brilhantismo natural de nossa espécie se concretiza em lamúrias e rancor e assim me questiono sobre a evolução ¿ realmente somos fruto de uma maldição que fora nos dada com o nome de raciocínio.
Tento encontrar uma saída no existir, encontrar um modo de realmente viver intensamente de modo realmente elevado. Não acredito que caridade, promiscuidade, boemia, filosofia, sejam caminhos que sejam intensos. Talvez um amalgama de todos esses fatores sejam, desde que maneira harmônica, uma intensa vida ¿ Mas eu tenho sede, muita sede.
Nunca pensei tanto em destruição como nestes dias pesados, que se arrastam como grandes correntes fazendo um barulho imenso por onde eu passo, fazendo inclusive minha cabeça doer. Talvez eu tenha encontrado à meu modo uma maneira de romper as barreiras do existir e viver.
Destruir é o grande esporte humano, acredito por horas que este seja o objetivo do humanístico, num ciclo de Nascimento, Morte e Ressurreição ¿ Construção, Preservação e Destruição, sendo que estes correspondem à alma e ao ambiente centralizando nossa natureza nestes conceitos.
Destruir pode ter um sentido poético quando aplicamos sobre causas justas, afinal um serviço de limpeza é algo necessário, perdemos muitas coisas quando resolvemos limpar, porém, destarte sabemos que tudo era apenas sujeira.
Desprendo-me cada vez mais do moralismo que ata nossas idéias para que elas não sejam grandiosas, tento quebrar todos os ossos dos dogmas num árduo processo de desaprender tudo que já foi absorvido. Com isso não sei o que me tornarei, talvez fique louco, pois a pressão do cotidiano é aquilo que mantém a ¿sanidade¿ do homem, ponderar estes fatores não são irrisórios, pois reverter este quadro seria algo que acredito não ser possível.
Hoje em dia não sinto rancor por todo o processo que eu passei em avaliar a veracidade em minha vida, acredito que aquilo foi útil e apenas consegui enxergar com nitidez ofuscante o quão desnecessário são as pessoas em nossas vidas. Sua necessidade é meramente material, mesmo que eu acredite que essa massa pulsante de células vivas tenha seus níveis de aproveitamento, são de certa óptica interessantes, entretecedores e cômicos, desta forma meu interesse é apenas superficial, mas existe.
Decoração é algo que não faz mais parte da minha vida. Adornos, enfeites, produções, maquiagem, essas coisas que servem para mascarar, omitir e esconder as coisas e desta máscara que quero me livrar, saber o impacto que a verdadeira face causa, destruir as máscaras, destruir tudo que for tido como belo.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 9:19 AM
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Terça-feira, Junho 05, 2007
Meus sentimentos são grandes
Tão grandes quanto o mundo
Vivendo dentro dele e sendo parte moldável desse espectro,
Como sempre eu vivo com minhas palavras ofensivas
Que machucam e me faz perder minha inocência.
Eu sempre te amei, amei de verdade
Mas estava sádico demais para minha alma
Eu penso como eu faria para resgatar tudo que estava quebrado.
Não use meus sonhos
Mas havia algo longe entre mim e você.
Considere a justiça,
A honestidade e integridade
Considere!
Não abaixe sua cabeça, ainda o amo,
Mas está sendo tudo muito rude para mim
Estou estourando com os sonhos
Estou estourando com o amor
Eu pensei que estaria salvo, mas eu estou explodindo.
Até onde seus olhos podem ver?
Até onde ele alcança?
Ele enxerga dentro de mim?
Por isso almejei preservar
A mim
A você
Para que nosso amor seja imortal.
Pois sempre haverá uma lágrima de esperança nos olhos
Daqueles que poderiam ter tentado.
E choram
Perguntam
Gritam
E choram mais
Estou perdendo meus brinquedos
A única coisa que eu sei é que isso tudo
É bem maior que eu, não consigo segurar
É tudo muito incrível
E eu sinto saudades,
Dos momentos em que nada era inalcançável
E tenho medo dos momentos que eram rudes demais comigo
Guarde meu coração em seu peito
Onde ninguém possa machucar.
São minhas confissões de pureza
Eu acredito que agora não tenhamos mais objetivos
Mas isso não é necessário, apenas sinta
Sinta o vento em seu rosto
Sinta uma música em seus ouvidos
Não tente dominar tudo que está a sua volta,
Pois são muitas coisas
E quando fazemos isso deixamos a felicidade escapar
E deixamos de ver.
Eu estava explodindo
Eu iria explodir por isso eu preservei
Dentro da minha ilusão perfeita e egoísta
Eu maculei todos os erros como cantigas infantis
Para que as coisas parassem de ser rudes comigo
Para não deixar nada machucar meu momento
Eu penso que minha mágoa irá tentar de novo.
E rasgar
Gritar
Chorar
Até eu libertar todo meu amor.
Foi apenas para preservar
Meu amor não irá acabar assim,
Mesmo seus olhos sendo longe eu ainda os sinto.
Inevitável não sentir lágrimas em meus olhos
Pois agora eu sinto muito
Eu sinto muito tudo
Todo o amor
Todas as chagas
Eu sinto como se não sentisse mais nada
Meu desejo é tentar e fazer ser perfeito
Mas tudo foi muito rude comigo e sonhos não me encantam mais.
De qualquer forma... Sempre serei seu.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 8:02 AM
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Quinta-feira, Maio 17, 2007
As vezes observo fundo com meus olhos mais podres o âmago de minha alma. Olho com o olhar mais profano e impuro para tudo que restou dentro de mim e vejo apenas tesouros desmembrados, um grande deserto de areia e espaço vago para que ermos sentimentos preencham a decoração de minha alma. Como notas de uma canção trágica meu destino pinta com o rubro os traços de uma insanidade talvez eterna. Eu admiro o grotesco, mas na verdade o que lembro de quando olho em baixo de meus sonhos é da simplicidade de viver na mais intensa miséria. Atrás da minha solidão estão as chagas de minha verdadeira imagem, distorcida e amaldiçoada pelo tempo que martela os segundos como estaca finda em meu peito.
Arranque minhas asas, me deixe rastejar, pois o lodo do inferno me encanta, apenas no escuro eu consigo me concentrar. Vá embora, deixe-me antes que minha cauda se envolva em teu corpo ¿ fria como a mágoa. Livre-se de mim como Judas se livrou de Cristo, deixe-me agonizar nas lágrimas de meu martírio, e quando meus berros forem fracos não me deixe calar, apunhale meu peito até que este ferva em ódio, meus berros são as razões de minha essência. Meus caminhos são escolhas supérfluas das virtudes da verdade.
Toque minhas escamas, acaricie minhas cicatrizes, beba de meu veneno, assim tornarás parte de minha escuridão, e quando teus olhos perderem as cores eu poderei mostrar-lhe a fantasia de minha demência.
Meus sonhos eram mentiras
Minha esperança era frágil
Meu amor era fraqueza
Minhas escolhas eram falhas.
Nunca senti o calor de algum afeto, e por isso instintivamente eu mato para sobreviver.
Antes de entrar em minha mente deixe para fora toda a esperança e viva como um tumor em meu cérebro, alimentarei a ti com meu sangue até explodir minhas idéias. Eu estou perdido em meus pântanos, dentro de uma caixa de órgãos pulsantes onde os pungentes sentimentos rasgam meus lábios e as palavras... Simplesmente somem.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 11:59 PM
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Segunda-feira, Abril 30, 2007
Não... nego-me em ser apenas um neste mundo perdido entre tantos com capacidade acéfala de apenas reproduzir. Diga-me, seus lábios foram sinceros ou apenas reproduziram emoções? Perder-se na vida é como encontrar com o desespero, que amargo nos deixam cicatrizes e rogam a maldição da ferida eterna que lateja em busca de respostas, estas de perguntas que jamais foram feitas. Este temor e frio com consome nossos órgãos quando a força do sentimento permeia suas raízes pode ser empacotada com diversos rótulos que recebem nomenclaturas de sentimentos. Não quero que nossa estória seja uma embalagem. Destarte estarei aguardando o desfecho do nosso cântico em notas trágicas de sinfonias pesadas como a densidade de seus lábios. Por vezes angelical, outrora demoníaco. Sua face é a mais perfeita pintura surreal que é tão instável quanto o céu. Deixe seu semblante despencar em prantos para que eu possa ver as estrelas atrás da mágoa de seus olhos.
As razões que me trouxeram foram às mesmas que me afastaram. Nefasto dia aquele em que dei a chance de meu coração voltar a pulsar. Pessoas são pessoas. Apenas isso. Mas o que fazer se estou envenenado com a dormência do "existir"? Será que há algum modo de sermos completos voando apenas com uma asa? Eu olhei para dentro de mim e vi um mundo completamente vago, onde nada fazia sentido, até sentir o odor do seu perfume. Hoje me sinto jogado no mais funesto abismo, e lá eu ainda sinto seu cheiro...
Quebro todos os prefácios com as trágicas memórias que minha suja trilha acumula. Um ciclo interminável que finda meu corpo no desfecho mais sombrio, um conto de horrores, onde a personagem principal sempre agoniza até morrer e assim renascer. Este é meu espectro, espectro fosco como amores gastos, olhos cansados do ver, cansados do brilho, que apenas abrem suas íris no intuito de depositar em si toda a descrença. Tumores da vida, escondidos em tesouros que são imaculados dentro da hipócrita estrutura moral. Farto estarei desses sentidos foscos onde não há uma verdadeira vida, e sim um maquiavélico teatro dela.
Tens a chave para a agonia da alma? Tens os belos sentidos de putrefação do corpo? São as tempestades imperiais que devastam povos e nos deixem amargos com o sabor seco das guerras. Todas se debatendo com asas de beija flor em uma simplória alma.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 1:30 AM
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Quinta-feira, Abril 19, 2007
Cairás sobre os joelhos aqueles que não projetam seus corpos ao infinito
Pois nossas lágrimas que constroem nossos tempos têm as molduras de um amor bonito
Onde seus feitos serão ensejos de caráter e brio
Alva no céu como azul ofuscante, estrela de mel de intenso brilho.
Volte-se para trás, no passado esquecido há uma esperança perdida
Escapando dos lábios um sorriso de mentira
Sinto os toques, frios como o ódio, beijos cancros de besta lasciva
Prantos oníricos a retalhar o semblante, pulsar lacerante, expectativa divina
Quando os olhos encontrarão a luz que derreterá a frieza da alma?
Fazendo meus movimentos fluírem naturalmente e de forma calma
Trazendo o brilho dos olhos do reflexo da luz alva
Rubrico como o amor, em sua instância malva
Suas mentiras esconderam as verdades atrás de ti
Fazendo o orgulho de meu corpo fugir
Vazando o amor até o ralo entupir
Atônito e amargurado a ponto de se exaurir
Voe com minhas lágrimas que perfuram o chão
Viva abaixo de meus pés onde deixo minha solidão
Escorra de minha memória a eterna maldição
Do amor que punge com funérea decepção.
Siga os caminhos sem a sua luz,
Pois o tempo que lhe foi dado será o mesmo que o conduz
Nossos laços tinham mais carne do que se deduz
Recolha tuas entranhas e guarde teu corpo nu
Caem os sentimentos e os sonhos
Fenecem os desejos e os prantos
Amadurece o sofrimento e os cânticos
Nasce o Latejo e o Cancro
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 11:47 PM
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Domingo, Abril 15, 2007
As coisas mais pequenas podem conter os maiores valores, mas agora isso já não importa mais, quando essas coisas se vão isso são supérfluos perante nossas fraquezas, e almejamos algo em que podemos acreditar plenamente.
O mundo não comporta a confiança que damos a ele, por isso nos trai sempre virando as costas e manchando nossos semblantes,
Amores pequenos se desfazendo em nossos peitos
Algo que possa trazer conforto eterno
Meus olhos
Nossos toques
As lembranças
Todas mortas
Não me importo mais com as coisas que me deixam, aprendemos que nossas forças estão dentro de algumas fraquezas, e chamamos veementes para que a dor nos torne completos, por isso incinere todos seus sentimentos, viva!
Você pode achar besteira, mas eu pouco me importo com o que você acha nesse momento, só acho que respeito não é assim, desenhado nesse rascunho, mostrado com traços largos e sem capricho algum, me desculpe, não aceito esse respeito.
Vou ficando cada vez menor com atitudes como estas, acho vital diversos pontos em nossas vidas, acho vital um diálogo, uma crítica, algum conteúdo. Mas estou atônito, quase inerte, não sinto, não ouço e não falo mais nada.
Não que eu seja cruel demais para não dizer e queira ficar sentado de um modo masoquista. De modo algum, não esqueça que é meu coração que está em jogo. Apenas quero sustentar minha visão, e não tentar melhorar, pois toda vez que faço isso as coisas pioram, por que é bastante difícil (eu até respeito) entender a opinião de outra pessoa e transformar uma crítica em uma virtude ¿ respeito, mas não entendo.
Tenho certeza que tudo é culpa minha. Sou irascível demais com coisas que eu não amo, mas com aquilo que gosto muito, é complicado, e demora um tanto de tempo para eu agir com frieza total.
Claro, tenho meus 2 minutos, quem tiver o azar de me pegar nesse período sentirá o que é isso.
No mais, estou cansado de mendigar algumas coisas.
No momento eu não to cobrando nada, mas isso não significa que você não deve nada.
É apenas uma questão de escolha, só que algumas pessoas não estão atentas para as conseqüências de algumas escolhas. As pessoas não imaginam quanto ódio á contido em pequenos atos, estou começando a transbordar.
Não tenho mais a intenção de preservar algo bonito, já faz um tempo que eu to ¿botando pra foder¿, não tenho mais medo dos rótulos, da instabilidade e de nada.
Apenas vivendo e vendo o que acontece. Não estou mais triste e nem mais feliz, estou simplesmente sentindo, e nesse momento é exatamente isso que eu quero que se foda.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 7:47 PM
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Os valores do planeta estão escassos, nossas virtudes derramadas à lama, fragmentada em todos seus seguimentos, não somos mais diferentes, nem temos imaginação, apenas somos máquinas do nada, no show da miséria. Como um grande abismo que suga nossa luz para o inferno, deixando os corpos opacos sem destino. Feche nossas portas, destruindo nossos mundos, desiludindo nossas crianças.
Somos apenas pessoas
Somos apenas pessoas livres
Apenas pessoas que vivem
Apenas pessoas que querem ser felizes
Apenas pessoas com ideais
Apenas pessoas sem sombras
Pessoas sem lamentações
Pessoas que podem se erguer
Apenas pessoas!
Apenas Humano!
Apenas alguém!
Nossos deuses estão mortos e nossos ídolos apagados no esquecimento, foi esquecido tudo de valor que foi aprendido, fomos formatados como pequenas máquinas inúteis para o uso. Perdemos o brilho, a beleza, todos os sorrisos, nossas distinções, aquilo que definia as diferenças. Agora é tudo nulo, o mundo é doente, nossos desejos são psicoses, nossas verdades são ilusões, nossa perfeição é supérflua.
Fodam-se todos que destroem nossas vidas
Fodam-se as religiões e os deuses
Fodam-se as pessoas miseráveis
Fodam-se a televisão e sua massificação
Fodam-se a moda e suas tendências
Fodam-se as mentiras e ilusões
Fodam-se as indústrias e o dinheiro
Foda-se as pessoas
Fodam-se os ideais
Fodam-se as famílias
Fodam-se os milhões da microsoft
Fodam-se os sonhos
Fodam nossas vidas
Apenas pessoas!
Apenas Humano!
Apenas alguém!
Suas lágrimas não têm valor comercial.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 7:25 PM
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São estas partes do meu coração que você despreza, jogando todos meus sentimentos a lama você acredita que me fará alguém melhor?
Sou o tumor que está sendo alimentado com o sangue do seu desprezo, e eu não perdoarei as lágrimas que caem de meus olhos, esmagarei cada centímetro de teu amor em meus dentes, farei cuspir perdão envolto de culpa quando seus olhos saltarem na dor da solidão. Serei apenas seu reflexo.
O inferno eu já visitei, fui fundo o suficiente para saber o caminho de voltar, e sempre estarei esmurrando as portas de seu consciente, rasgando tua ética idealista teus prantos de desespero, seus remorsos sem retorno. Engula meu ódio deixe que ele corroa dentro de você apodrecendo tua alma aos poucos, até a seu completo fenecer... assim como meus olhos, foscos, mortos, murchos, que olham com desprezo o amargor de tua sinceridade.
Sinta que meus sentimentos fervem a ponto de derreter tua razão. Nada irá derrubar meu ódio, ninguém me fará cair novamente, até eu gritar e fazer seus tímpanos estourarem!
São estas minhas lembranças ensangüentadas.
De quando nossos amores pulsavam a ponto de jorrar torrentes de sangue.
São estas minhas lembranças assassinadas
De quando nossos desejos dilaceravam o rosto do destino
Não acredite em meu semblante que mente para sobreviver, serei o tumor alimentado que ainda matará toda a esperança que venho causando a você. Meus desejos estão manchados pelo negror do ódio que cresce germinando como uma semente, e as raízes acabam em você.
Nunca esquecerei as chagas que ficam em minha alma.
Ahasverus.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 1:30 AM
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Quarta-feira, Abril 04, 2007
Amor fálico
Céu de desenhos
Corpo de papel
Superfície Frágil
Caixas usuais
Mentiras descritas
Nada para mim
Nada para você
Lábios profanos
Liberdade nua
Histórias chulas
Cães em prantos
Sem Cantigas
Às vezes Azul
Às vezes Cinzas
Apenas mentiras
Tarde vazia
Diferenciações ente nós
O que cabe a mim
Não entra em ti
Ciclo repetitivo
Os anos passam
Amigos afagam
E a vida metralha
Diferente de mim,
E também de você
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 1:59 PM
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Sábado, Março 31, 2007
Fragmento de um livro que estou escrevendo
Todo ato de crueldade é uma ferida que se abre mutuamente. Algum dos lados acaba se ferindo mais por ser o alvo, mas aquele que ataca sente também o corte ríspido e a corrosão de seu próprio ácido. A relação humana não tem definição, pois todos os lados são inconstantes demais para que se possa definir. Já pensou no tamanho das probabilidades para cada ser humano? Como aceitar condutas ou julgar ações em um fator mutante?
Todo este néctar social enjoa um pouco, a falta de certezas faz da vida um alucinógeno, como uma flecha sem rumo e direção, o problema no fator humano é que tentamos, pela nossa capacidade racional, encontrar um objetivo, um final, ou melhor, como nos filmes... Um final feliz.
Entender que a vida não precisa de significados e nem objetivos é algo que ultrapassa todo o senso comum de viver. Depravados, loucos, transviados, insanos, dementes, irracionais fazem isto. Discordo! Assine agora teu contrato de miserabilidade e viva afundado na lama de suas ações.
Destruir as certezas e encontrar rumos alternativos é visto como vandalismo, mas analise todas as vertentes históricas, feitos grandiosos e encontraremos que a maior parte das causas são quebrar esse tênue limiar entre razão racional e "irresponsabilidade". Acreditar que se pode fracassar neste ramo é algo aceitável, mais aceitável que o comum, pois os riscos são maiores, e como toda equação financeira " quanto maior o risco maior o lucro " e qual o bem que temos a perder? A vida? Esse amalgama de incertezas com prazeres? Este é o objetivo de seus passos. Desculpe-me a sinceridade, mas seus ideais são ocos e vazios, o bastante para desprezá-los.
Imbuído de uma perspectiva evolutiva Marcos se tornou parte de um propósito inconstante, sendo ele um mero espectro das alheias forças. A futilidade e a nobreza, o intelecto e o instinto, uma dualidade que reflete em sua personalidade, destruindo as certezas e transcendendo os limites da visão indo além do horizonte, talvez conseguindo abrir a caixa limitada da vida.
O universo egocêntrico, que acredita no deus umbigo e tem como filosofia o bem superior a todas as coisas existentes é algo comum e tendencioso. Um ciclo de decepções e drogas que são jogadas como alimentos que tem como objetivo fazer o homem perceber que não vale a pena se preocupar com algo ou alguém. Aquele que mantém sua confiança em um ser mutante como o ser humano com o tempo perderá sendo essa a lei irascíbilidade.
Reflexo de tudo que sentimos o mundo funciona como uma equação matemática, os sentimentos são projetados e espalhados e a partir destes o homem trabalha para criar "novos sentimentos", ou seja, ódio cria ódio, amor, cria amor, resta-nos saber quais têm suas potências positivas e negativas e sua proporção respectiva.
O processo é demorado, leva um certo tempo mas acontece - isso chamamos de preguiça, mas por diversos motivos a maré mundana nos faz e molda conforme seus padrões.
Ter um ponto de vista diferente não te faz especial, te faz um retardado, que ainda está atrasado em relação à massificação.
Ahasverus.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 7:17 PM
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Sábado, Janeiro 06, 2007
Seriam estes meus soluços?
Que expressam o retrato da dor
Torrentes de amargura
Do hórrido odor do amor
Pairando sobre semblantes de ternura
Desprezas os abraços
Que vem de meus agrados
Sufocando o pranto como escravo
Dos funestos e vis pecados
Sangrando em seus caminhos torturados
Nossas almas padecendo
No conjunto de lágrimas
Nossos frios sentimentos
Mascarando as chagas
Camuflando sofrimentos
Derramaste o pranto sem fim
Em seus momentos de insanidade
Oh Deus! Em seus tormentos sem fim!
Macule vossa santidade
Aponte suas feridas em mim!
Far-se-á necessário um espantalho
Para que sangre este escárnio
Preso em culpas como um canário.
Destarte tua rubrica face
Não será tarjada em disfarce
Que se espalhe meu sangue como veneno
Que suas preces sejam meus novos tomentos
Que meu sonhos feneçam no tempo
Dos olhos a luz roubou o sentimento
Do sorriso a inocência se foi em latejo
Cruéis vos hão de ferir!
Quando tuas lágrimas vierem partir
Lembrastes dos medos que não tem aonde ir
Sufocarás teu peito
Os mesmo que adornarão teu leito
Quando o abismo tocar-lhe
Agarre em minhas vísceras
No inferno escarlate
Que sacramentará tua partida
...e então chore, chore, chore...
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 7:04 PM
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Terça-feira, Dezembro 26, 2006
Deixais que as lembranças se esvaiam com o tempo
Pois as chagas que causa meus tormentos
Fostes as abandonadas ao vento
Quando o choro de minha funesta alma alcançar teus ouvidos
Sentirás escorrer por entre as esperanças o fluído
Do corpo do poeta tênue de sentimentos esvaecidos
Contemple meu corpo híbrido
Quando os desejos pedidos
Estarem postos em meus sonhos vívidos.
Serei a eterna lembrança de pecado e amor
Que se completa na imensidão da dor
Formando as belezas de uma flor
Esta dicotomia infinita
São sinopses de vidas
Partidas e sofridas
Somos o pai, filho e espírito santo
Todas as partes envolvidas num manto
Nos retratos de alegria e espantos.
Qualquer estrela morrerá
Toda a flor murchará
E nosso amor se esquecerá
Culpados e inocentes
Estamos seguindo a torrente
Dos destinos coalescentes
Eternamente latejante
Serão os laços deslumbrantes
Que tecerão nossos amantes
Como o Caos
Tudo tem sentido no final
Quando formos o bem ou mal
A dualidade humana
Definindo a esperança
Prole da matança.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 2:40 AM
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Sexta-feira, Outubro 27, 2006
Diga-me reflexo
O que tens de belo
Neste arranjo maléfico
Que traça os destinos desertos
Quais as explicações
Deste mundo de ilusões
Que enrijece as feições
Junto dos segundos de maldições
Estes são os questionamentos de uma alma
Que solitária segue calma
Dentro das esperanças alvas
Ir-se-á malva
Em meus crepúsculos insanos
Em que se derretem os anjos
O chorume de seus prantos
Cobrirá minhas feridas com teu manto
Diga-me reflexo
Qual a explicação do complexo
Dentro das minhas feridas em aberto
Suja com o lodo maléfico
Cantai tuas melodias
De uma vida vazia
Onde o demônio dizia
"Nas sombras tua alma morria"
Língua afiada da justiça
Discriminou teus erros em vida
Pesando teu martírio em liça
De esperança estarrecida
Estremeça
Até que teu peito feneça
Por tua prostituta colheita
No teu amor de centelha
Reflexo, traga-me aos meus olhos o Morpheu
Descansando minha alma no breu
Afundando os pecados no âmago do eu
Do espírito cansado que morreu
A percepção é uma faca de dois gumes
Que presenteia a vida com estrume
Ofuscando com seu lume
O mais belo vaga-lume.
Que minhas asas tênues do viver
Consiga ultrapassar o amanhecer
Antes da luz da vida morrer
Florescendo a lótus do saber.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 10:52 AM
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Segunda-feira, Outubro 23, 2006
Sufoque a si mesmo no egoísmo de suas ações. Quando os membros se derem falta do oxigênio que preenche a vida estará tão gélido que seu toque apagará qualquer chama que lhe traga luz. Tua existência se resume em rastejar para a saída mais fácil, envolto de trevas que arrancam a pureza da alma que se perde nos laços do horror. Já era hora de teu sangue jorrar, as torrentes rubricas a manchar as virtudes, entre a sinfonia de seus berros desesperados que almejam o brilho dos olhos do amor.
Não terás minhas lágrimas, pois como a ti meus membros não sobrevivem pela simbologia e pragmatismo do oxigênio. Eu sei controlar meus demônios para que saiam quando eu escolho, o pranto de vinho começa a secar no chão, como vísceras de um demônio onde minha esperança definha na escuridão de um funesto mundo. A dor se transformou em canção para meus ouvidos, os toques frios da humanidade fizeram meu corpo enrijecer, e a escória da existência fez com que minha fé se esvaeça no chorume de anjos como Afrodite.
A tentação de cair no abismo do esquecimento molesta minhas idéias mais nobres, massageando com sua áspera língua o brio do mais sacro homem. Fenecendo nos segundos sigo terno, atônico, como uma máscara de cera que contempla a destruição da utópica felicidade que constroem em temporárias ilusões para esquecerem a dor que o corpo não suporta. Lírios da noite traz a fragrância da maldição do reflexo perdido, da oca vida que com hipocrisias e valores supérfluos construímos, nesta onírica vida as vitórias são as feridas que causamos. O sádico senta ao trono, e sorri ironicamente com feição macabra.
Guardo esses tesouros da realidade dentro de meus sonhos, meu corpo me prende as limitações da espécie para compreender a grandeza destes fatos, estarei guardando tudo para que eu lembre de viver e respirar. O abismo em que eu estava caindo tem seu cheiro, o abismo que me consumia tem suas lembranças. Dê-me uma chance de escolher, se deixarei minhas memórias se esmagarem com o peso delas ou terei-as como adorno em meu inferno que será a cela de tua alma.
Quando penso que toda a dor que eu sentia era ilusão de meus sentidos, chega a ser engraçado ver a minha mente em rotatividade me afundando em minhas sombras. Era tão fundo quando eu caía na escuridão, era tão frio, até eu cair em cima de ti, e quando percebi era teu perfume que me embriagava. Tive que fazer minhas escolhas, os conflitos de meu corpo transpareciam como feridas em meu semblante, toda vez que eu sorria. Meus passos a esmos estavam indo de encontro com a realidade, e hoje entendo todo o sangue deixado para trás e o que eu construí com minha dor, meus pulsos marcados, e o suor que dança sobre minha face. Preguei os tentáculos de meu coração na muralha da eternidade, para guardar os sentidos que cultivei quando minha alma no inferno voltava para a ira dos dias. Muitas vezes já despenquei, muitas vezes estive abaixo, sempre que meu corpo voltava da agonia meu coração criava garras, e feria mais e mais para repor o sangue que tiravam de meus olhos. Este era meu perdão, o fogo dentro de mim, minha doença que latejava em meus atos. Incapaz de tolerar os erros de discórdia enraizava minhas lamúrias na obsessão, porém o brilho cético das frias mãos do destino despertou com sua intensa ofuscação meu olhar. O abismo que me consumia em trevas tinha o leve odor de teu perfume que alcançou minhas asas atrofiadas fazendo meu corpo parar, em minha queda as limitações corpóreas não conseguiam entender o por quê daquela natureza em meus taciturnos pensamentos. Venha até mim, agora e para sempre, este é seu corpo, seu precioso e eterno sentimento de amor, você consegue olhar meus olhos, de quem necessita provar o valor da existência perdida entre os tortuosos caminhos da esperança, mesclando-se com as assombrações do passado. Acabou nossos temores, nossos tumores, nossos desejos, a justaposição das cores como arte sagrada de um epílogo histórico na dura e difícil trilha do existir.
Meus olhos opacos podem ver o deslocar das sombras nos passos humanos, o quanto se esconde quando a luz se aproxima, sua pulsação mais forte quando os olhos se cruzam. Eu sei que tudo vai acabar, com o tempo desmorona, o tempo é o demônio da existência e faz com que tudo de grande que consomes acabe, de forma pífia e desprezível. No jardim do inferno plantamos fetos e colhemos aberrações, semeando com ódio do aperto de nossos corações, engolimos a luz para que não sejas de ninguém, escondendo em nossos intestinos as verdades que defecamos. Sou sádico e observo o decair social, seus valores supérfluos abalados em sentidos ocos. O alimento do mundo é a dor que faz o tempo girar, e contar suas lágrimas como um demônio reza um terço, a chama divina é a pungente punição da culpa, que martela os seres acéfalos nos artefatos de madeira fenecendo com sua própria ilusão.
Minhas palavras serão lâminas que se espalharão pelo vento, seu sangue alimentará meus pensamentos, estaremos com as mãos dadas neste funesto destino, e arrastarei teu cadáver até o fim dos tempos. Não há caminhos, não há salvação, sua esperança é como adorno no mundo, o pragmatismo que rege as almas já estão mortas, inertes, sua retórica são contos, como aqueles que cantamos antes de morrer.
Serei teu reflexo, tua lembrança teus pilares de fé, serei aquilo que mais odeia e que mais ama, serei seus passos soturnos, e em seus cálidos toques estarei lá pesando o amargor de sua estória. Meu peito de medusa estará com aranhas que rasgarão os olhos da insanidade, e em baixo do céu da boca, estará no negro de minhas memórias com seus fragmentos, mostre-me que os caminhos do éden não tem sangue de corpos rastejados, na indústria onírica da fé amenizando a realidade se prendendo na ilusão.
Irá acabar... quando o relógio se cansar, quando as mentiras escapar, quando teus olhos me olhar. Bate no meu peito os pecados de meus hórridos atos, e contarei os degraus que caístes empurrando com meu sêmem tua alma para o lodo. Somos todos restos, restos de uma geração fracassada, de um passado sem nome, de momentos cansados e taciturnos, que cruza a existência com a maldição da mesma. Sua vida será sofrimento, enquanto a minha existir, enquanto houver corações batendo, enquanto eu te enganar com meus beijos. Guarde para ti seus pensamentos, que só me fazem zombar de ti, viva tua miserável vida de tormentos, e apodreça longe daqui.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 2:42 PM
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Terça-feira, Setembro 19, 2006
Está bem quente...
Derrete em nossas mãos as memórias que explicam os por quês do homem, e seu lodo serão as lágrimas que deus profere com ódio, fazendo pagar, com sua justiça cega calcinando os ideais de um vida inteira. Afundando nas merdas os anjos mergulham no peito de Deus. As janelas que se fecham em nossas vidas são as dos olhos que acreditam como um berço imerso na sujeira onde se criará o homem de honra, que cuspirão suas vontades sobre nossos corpos, e perguntarão ¿o que você vê na existência?¿.
Macacos pulam, macacos cantam, macacos falam, sua evolução embrionária, dentro dos parâmetros de dogmas ultrapassados, dentro de seus sistemas atrofiados, estarão sangrando dentro de suas crianças, com olhos incrédulos voltados para si mesmos. Serão os dias negros percorrendo o trajeto fosco que criaram como suprimentos das dores da alma.
Todos estão morrendo, estão indo embora, sufocados com suas balbúrdias de cunho moral, e meu corpo só reflete rejeição. Somos doentes da alma, transviados do cotidiano, buscando respostas que se esvaem com a prisão do tempo dentro de nós.
As nuvens pesadas dos céus que se quebram sobre nós, trazendo as míseras memórias de revoltas internas, onde rasgamos nossos corpos para atrofiar os sentidos que nos pungem, por ter sua natureza racional. Que a ira de deus me deixe cego, e meu corpo vá apodrecendo por dentro, meus vermes estarão comendo vossa esperança, e eu finco o ódio eu meu peito punindo todos aqueles que deixaram de gostar. Nosso destino foi pintado com sangue que escorre pela existência manchando e poluindo os trajetos mundanos, e nossos olhos perdidos não vêem mais nada além de nossos moribundos corpos vagando entre o espaço e matéria, tentando provar algo para alguém. Com quantos dedos eu posso apontar teus erros? Com quanta sujeira eu poderei te entupir? E o tempo esquenta junto com o vibrar interno das almas, que gritam no mais profundo silêncio, refletindo aquilo que não podemos tocar. Nós prometemos ser justos, prometemos amar o próximo, prometemos não ferir, mas nossas vidas se resumem em dilacerar mais e mais corpos que se chocam contra o chão. Maqueie seu semblante, vista sua armadura, pois os vencedores da vida serão aqueles que perderem menos.
Lambendo o pranto na escuridão o medo está como sombra na existência fétida por baixo de nossas virtudes, por que nossa estupidez alimenta aquilo que não pode crescer, e nunca será o bastante para satisfazer, o vírus da ganância em nossas ações. Nossas faces perderam-se na tristeza e a felicidade utópica é a lenda da atualidade... meu corpo é tão gelado, e minhas lágrimas quentes deformam meu rosto que cria demônios em suas cicatrizes, sua inflamação são as conquistas do crescimento, e eu só gostaria de queimar, só gostaria de estar em chamas. Estar longe do jardim de mentiras que são os adornos do inferno, e quebrar todos os minutos no fogo que atrofia minhas esperanças. Vento leve com minhas lágrimas as tristezas que trazem marcas em minhas mãos, como espíritos que rodeiam o corpo meus pensamentos roubaram minha luz, conduzindo-me as trevas, eu quero que devolvas, traga-me minha luz. Mensure a possibilidade de que seu semelhante odeia a ti, que o mundo não deseja ser seu lar, que Deus é sarcástico e te educa para a ignorância do mundo. Quando as luzes estiverem baixas qual será tuas respostas? E quando o caminho acabar para onde os corpos vão correr, se o limite de seus olhos são fragmentados em tumores existenciais que paralisam os membros... Todos só querem voltar para as casas, onde os pais e os irmãos são as moedas que compram a paz em embalagens descartáveis. Somos elétrons com alta negatividade, compondo o mundo que se despedaça aos poucos, com sua alta rotatividade regida pela decadência de saturno obtemos o controle do caos de nossos sistemáticos padrões, guardando o nosso perdão abaixo do fogo de nosso ódio, alimentado pela doença apodrecida pelas cascas de feridas. Tenho um corpo negro, com as marcas das penitências do carma, carregando a letárgica maldição que atroz difere minha estória dos belos cânticos da lua. O suor do sacro homem pinta a trilha em meio à selva, guiando como moribunda luz o trajeto dos pecadores, que cegos se guiam pelo cheiro do esforço daqueles que alcançam a salvação. Minhas lágrimas são secas como folhas mortas no outono, minha alma perdeu a expressão junto com o brio e orgulho, não me importaria de deixar teu sangue escorrer, até que eu morra afundado nele. Fomos criados dentro de cazulos que sempre nos protegiam do mundo, agora arrancados engolfemos o vômito daqueles que erraram antes de nós. Somos monstros da geração sem heróis, onde nunca vão gostar de ti. Qual o gosto de suas sombras que traem a ti como Judas procede com Cristo?
Como tempestade que despeja sua ira sem escolher os alvos a paz está atordoada dentro das pessoas que buscam apenas um caminho. Minha alma se jogou no abismo do sofrimento, sujando com mentiras os olhos cândidos, para que meus gritos fizessem os anjos se comoverem e me puxar para os céus, porém as azas estão quebradas e todos já foram para as casas, deixando-me borbulhar no inferno. Minhas mãos estão amputadas, por tentar deixar minha humanidade sacrificando meu peito, os demônios arrancaram meus dedos para que eu sentisse a dor de estar vivo onde nada se encontra assim por definição.
Sua luz, suas escolhas, seu pranto, serão os únicos que escutaram sobre você.
Minha arrogância e despeito estarão dispostos atrofiando meus passos, enterrando a glória utópica da vida em minha plenitude imersa na dor, por favor não me aconselhe, apenas olhe nos olhos, e o milagre estará feito, estando todos dormindo em casa.
posted by FABIO RUGGERI SAITTA at 4:22 PM
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